25.3.08

Semana dos santos e festeiros

A Semana Santa foi marcada por uma série de reuniões familiares. Na sexta, o tradicional almoço, baseado em pratos feitos com peixe. O dia tem restrição de carnes vermelhas, pois deveria se tratar de jejum, por motivos religiosos. Só que o almoço da Sexta-feira Santa acaba sempre sendo um banquete na Bahia. Nas mesas das famílias, especialmente daquelas que moram na capital, recôncavo e litoral, regiões onde a herança africana é mais pronunciada, há fartura de pratos com dendê: vatapá, caruru, feijão-fradinho cozido, farofa, moqueca de peixe. Isso sem contar os acarajés, abarás, casquinhos de siri e caldo de sururu que servem de aperitivos. Quer mais? Não faltaram as tradicionais cocadas ilheenses, de leite condensado e chocolate, levadas para Salvador.

Foi na capital que as pessoas se reuniram para a comemoração dos 50 anos do primo LJ. Vieo gente de São Paulo, de Brasília e de Ilhéus. A festa ocorreu no sábado, no salão de um prédio na Ladeira da Barra. Muita animação da turma toda. Só a quantidade de pessoas da família já seria suficiente para fazer uma festa animada. E foram justamente essas pessoas que foram até a madrugada dançando sem parar. Boa parte dos festeiros embalados por cervejas, uísques e pelo maravilhoso espumante Don Giovanni. O aniversariante estava radiante.

O bolo de aniversário foi um primor de criatividade. O aniversariante, há alguns anos fora apelidado pela sobrinha de "popota", diminutivo carinhoso de "hipopótamo". Ainda que ele nem seja tão assim, digamos, redondo. Pois bem, o bolo tinha um hipopótamo azul, com estetoscópio (ele é médico) e rodeado de livros e papéis (ele gosta de ler e estudar). Olha aí a obra:



Salve Popota!

1 comment:

João said...

Nem sabia que o senhor estava de volta aos trópicos, que tal marcarmos um café dia desses pra me contar ao vivo as suas peripécias em terras do norte? Melhor, vá ver minha peça e depois ficamos de papo! Abraços