25.4.04

A "meiga" surpreende
O filme Em Carne Viva (In the Cut, 2003, EUA) da diretora neozelandesa Jane Campion (O Piano, Fogo Sagrado) é mais um exemplo de como a indústria americana consegue achatar os trabalhos cinematográficos de diretores com talento ao patamar do crime-sangue-violência-vingança. Desta vez, o lançamento vem envolvido em uma aura de escândalo, com as cenas de sexo da americana Meg Ryan (foto), mais conhecida pelas comédias românticas que protagoniza. É a própria namoradinha da América.

Com mais publicidade do que cenas quentes, o filme traz bastante tensão e suspense, na história da professora e escritora (Ryan) que se envolve com o policial (Mark Ruffalo), investigador de um assassinato. Vários crimes começam a ocorrer, o que torna todos virtualmente suspeitos. Tomadas interessantes, personagens carregados de tons psicóticos, inclusive a professora.

As cenas de sangue e violência têm ocupado grande parte da produção americana atual. A diretora ainda teve o espírito de retirar a cor de algumas passagens, para diminuir o impacto. Parece que os americanos estão, cada vez mais, aficionados das sequências violentas e cruas. Os filmes policiais sempre existiram e não era necessário mostrar tanto sangue.

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