10.7.04

Gato digital
A computação gráfica tem permitido novas produções culturais em formatos impensáveis há algum tempo. É o caso de Garfield (EUA, 2004), primeiro longametragem do famoso gato, gordo, barrigudo e preguiçoso, das tirinhas de jornais, livros e produtos no mundo inteiro. Agora em versão digital, ele contracena com atores de carne e osso.

O atrapalhado dono de Garfield é John Arbuckle (vivido por Breckin Meyer, de Caindo na Estrada e Kate & Leopold), que a pedido da veterinária Liz West ( Jeniffer Love-Hewitt, de Eu sei o que vocês fizeram Verão passado e O Terno de Um Bilhão de Dólares), adota um cãozinho, o famoso Odie, das tirinhas. Garfield resolve então se livrar do novo hóspede da casa.

Criado por Jim Davis, Garfield chega aos cinema com roteiro assinado por Alec Sokolow e Joel Coen, a dupla que criou Toy Story. Na versão americana, a voz do gato é dublada por Bill Murray (Feitiço do Tempo, Encontros e Desencontros). Na versão brasileira, o trabalho é do ator global e escritor Antonio Calloni.

O filme é engraçado e bem-feito. Além dos atores, o gato digital contracena com Odie, cãozinho de verdade, a quem ensina a dançar. O cãozinho exibe um ótimo trabalho de adestramento. Não é uma animação "para adultos", como Shrek 2, bem mais inteligente e crítica, mas é uma boa diversão. A estréia está prevista para a próxima sexta-feira, 16.

Fui na sessão de pré-estréia, na maior sala do Aeroclube. Estava lotada de crianças. Bom trabalho de marketing: mini pula-pula, boneco gigante de Garfield, distribuição de figurinhas, presença do animador Tio Paulinho, sorteio de prêmios. Quando vi aquela quantidade toda de gente imaginei que seria difícil assistir ao filme por conta do barulho, o que não aconteceu. As crianças se comportaram melhor que gente grande.

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